Blima Bracher

Só Cego: crônica por Blima Bracher

Eu e meus olhos, aos 3 anos de idade

So”cego”
Ser poeta é não ter descanso, nem no remanso. Manso é o mundo dos tolos.
Poetas choram e se arrepiam. E rodopiam, tontos de sono.
Preciso escrever e descrever meu olhar supra real sobre o mundo.
Mundano.
Danem- se os covardes. Os que não sangram e não se amassam.
Não estou nem aí pros que saem engomados dos armários.
A essência está em pelos arrepiados.
E sou toda lágrimas a todo instante.
Descansem olhos, meus supra olhos. Descansem e me dêem descanso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.