Blima Bracher

Crônica: “A flor da primavera de julho”

Crônica, por Blima Bracher

Hoje acordei com um anel de prata, uma cartela de cílios, um licor de jabuticaba e brincos "de fantasia", como dizia minha avó. Tudo ao meu lado, junto com o café quente de sempre

Hoje o dia é especial. É dia de comemorar a minha existência neste mundo, dando as mãos a todos que estão nesta aventura maravilhosa chamada vida.

E nem me levantei, sufocada pela enxurrada de mensagens de amor dos amigos. Hoje, os sinto mais próximos. Como irmãos numa grande empreitada de amor.

Hoje acordei agradecida por receber tanto afeto, por ser cercada de amores, por ser filha de Carlinhos e Fani, por guardar tanto neste sangue que corre em minhas veias. Em minhas veias e nas ceias que recebo em comunhão.

As entradas do meu rosto, não aparecem no final de agosto. Mas o início de julho já é pra mim primavera. E hoje eu também acordei feliz, Chorão.

Feliz como se me anunciam os tempos. Contratempos são passados, bem ou mal-passados. São memórias . Glórias, vitórias.

“Viva la revolución”. A revolução dos átomos vibrando em harmonia, em sintonia e a certeza de que seremos vestidos por justiça.

“De alegria vibrei-nos… Adornou-me com joias bonitas… Como a esposa do rei me levou. “

Não sou dos ascos, dos cascos, das indiretas, sempre tão retas e açoitantes como sisal. Sou dos afagos, dos beiços largos, cheios de dentes de Carnaval.

Não me cobrem a amargura do mundo, pois que esta serve aos que envelhecem e perecem.

Eu floresço em primaveras anuais, mais forte e mais capaz. Sou do mundo, sou Minas Gerais. Brindo às estrelas , nesta irmandade cósmica que vibra o bem!!! E hoje, os anjos dizem amém!!!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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