Blima Bracher

Morte de tucana em Ouro Preto vira caso de polícia

Tucana, que era xodó dos moradores de Ouro Preto, aparece morta. Mistério.

Lelé era uma tucana dócil que vivia com seu companheiro Bicão, nas matas próximas à região da Água Limpa e do Rosário, em Ouro Preto. Nasceu em cativeiro, mas foi solta, escolhendo a região tranquila e arborizada dos campos no entorno daqueles bairros para viver.

Logo se tornou o xodó de moradores daquela região. Principalmente,se afeiçoou ao jornalista Julio de Paula Oliveira, (Diretor do Jornal http://oinconfidente.com.br). “Acho que se sentiu atraída pela piscina que tenho em casa”, conta ele, dizendo que: “Lelé tornou-se amiga da família, brincando de mordiscar meus gatos e aparecendo duas vezes ao dia para comer frutinhas como banana, maçã e manga. Sempre sob o olhar desconfiado do companheiro Bicão, que ficava à espreita, apenas observando e esperando a fêmea retornar com algo de comer.”

Júlio de Paula conta que não era dono de Lelé. Pelo contrário: na região muitos conheciam o pássaro e a tucana foi adotada pelos moradores , sendo observada e admirada por todos.

Os tucanos são aves da família Ramphastidae, que inclui cerca de 30 espécies. Lelé era da maior espécie que existe, a Ramphastos Sulphuratus,  também conhecida como  Tucanuçu. Essa espécie, pode viver até 40 anos. E, pelo cálculo dos moradores a tucaninha de Ouro Preto tinha apenas 8 anos. Os tucanos vivem na Mata Atlântica e na Amazônia, sendo um dos símbolos do Brasil, por sua beleza exótica.

Lelé era famosa nas redes sociais e tinha seguidores.

Qual não foi a surpresa de Júlio de Paula, ao receber uma foto da tucana morta. “Ela tinha uma marca de paulada no bico e foi encontrada próxima a uma região conhecida como ‘Morro do Piolho’, não longe de onde costumava ficar. Provavelmente, fez um voo rasteiro e parou para descansar quando deve ter levado uma paulada no bico.  Deve ter tentado voltar pra casa, mas ficou tonta e caiu”, acredita o jornalista.

Agora, a população de Ouro Preto quer saber: “- Quem matou Lelé”.

Ontem, ao postar o fato na internet, recebi vários comentários de pessoas indignadas. A ceramista Branca Faris Dawood comentou: “- O que faz uma espécie, a qual se chama de ‘ser humano’, fazer uma maldade dessas?” De Juiz de Fora , Rosemary de Castro Araújo comentou: “- Que absurdo”.

Mas, ao que tudo indica o crime não ficará impune. O corpo da tucana será periciado e a PM e a Polícia Ambiental pretendem chegar aos culpados.

História bem diferente da cachorrinha Branquinha, que vivia na região do Pilar e era adorada por todos. Pegava táxi, ganhava comida , banhos e adornos da população e virou documentário pelo olhar de Lucas Godoy.

Branquinha morreu de velhice e sempre foi querida.

Quem teria sido o assassino de Lelé, e porque?

Aliás, falando em animais, fica uma triste notícia. Cerca de 40% dos animais de estimação estão sendo abandonados nesta quarentena e muitos, que eram alimentados nas ruas, agora passam necessidade. Levanto a bandeira pela vida, não só das pessoas, mas dos animais e fica a dica #cadeiapraquemmaltrataanimais.

Lelé e Júlio de Paula Oliveira
Lelé era atraída pela piscina
E tinha seguidores nas redes sociais

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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