Doze razões gastronômicas para ir a Juiz de Fora - Blima Bracher
Blima Bracher

Doze razões gastronômicas para ir a Juiz de Fora

Torresmo do Bigode e Xororó e outras delícias gastronômicas de Juiz de Fora

O famoso torresmo do Bigode e Xororó: o melhor do Brasil

Localizada na Zona da Mata mineira, Juiz de Fora tem mais de 500 mil habitantes. Apesar de ser chamada de “Princesa de Minas”, tem ares cariocas, devido à proximidade do Rio de Janeiro.

Suas origens remontam ao XVIII: a antiga vila de Santo Antônio do Paraibuna teria surgido com a ocupação do local por famílias de fazendeiros e colonos vindas da região aurífera (Ouro Preto e Mariana); e do Vale das Vertentes (Barbacena e São João del-Rei). A cultura local era a do café.

O curioso nome atual seria por conta de um magistrado, nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar em locais onde não havia juizes de direito. O dito cujo teria se hospedado numa fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado.

Foi uma das pioneiras em industrialização no estado, o que lhe rendeu o título de “Manchester Mineira”. Grande personagem na história do município foi o engenheiro alemão Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld, que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local e ao parque situado no centro da cidade.

Ali nasceram grandes personalidades de renome nacional como Pedro Nava, o maior memorialista da língua portuguesa; o poeta Belmiro Braga; o poeta Murilo Mendes; e o escritor Rubem Fonseca. Terra de Itamar Franco, de Fernando Gabeira, Leda Nagle, Ana Carolina, Andrea Horta e também de meu pai, Carlos Bracher e sua turma de jovens pintores que fizeram história à frente da Galeria Celina: Nívea Bracher, Décio Bracher, Stheling, Wandir Ramos, Reydner, Roberto Gil, além de minha mãe, Fani Bracher. Eu e minha irmã, Larissa Bracher também viemos ao mundo nesta cidade, apesar de ainda bebês, termos nos mudado para Ouro Preto.

Além de passeios imperdíveis como a visita ao Museu Mariano Procópio, ao Teatro Municipal, ao Museu Murilo Mendes, entre outros, falemos sobre os atrativos gastronômicos de lá.

O torresmo do Bigode e Xororó – amantes da iguaria afirmam se tratar do melhor torresmo do Brasil. Na época em que era presidente, Itamar Franco pedia que de lá enviassem os famosos torresmos para ele em Brasília. O barzinho, sem maiores luxos, vive cheio, com gente saindo calçada afora. Rua Chanceler Oswaldo Aranha, 45, São Mateus. Tel: (32) 3218-7097me

As pipocas com queijinho – em nenhum outro lugar do Brasil, comi pipocas servidas quentinhas com provolone frito, uma moda juiz-forana. Na avenida Rio Branco e no Parque Halfeld, o que não faltam são carrinhos com essas delícias.

As costelas no bafo do Manoel Honório – é uma tradição no bairro Manoel Honório que bares e restaurantes sirvam esta espacialidade, acompanhada de mandioca cozida. Em cada esquina sente-se o cheiro convidativo do prato.

A comida na telha do Berttu’s – com a sede na Rua Santo Antônio e filial no bairro Aeroporto, a fama do lugar se espalhou porque a comida é servida, e muito bem servida, em telhas, mantendo-a quente e apetitosa. Um clássico da cidade. Rua Santo Antônio 572, Centro. Tel: (32) 3215-5026. Rua Acácio Alves Alvim, 2510, bairro Aeroporto

As pizzas, cervejas e azeites do Mr. Tugas – um negócio familiar que deu certo, cresceu, mas manteve o gostinho caseiro no sabor das pizzas e iguarias servidas. A casa oferece dez rótulos de cervejas de fabricação própria, além de azeites nos sabores manjericão, limão, 30 pimentas, alho frito e canela. Rua Otília de Souza Leal, 310, Nova Califórnia, Juiz de Fora. Telefone: (32) 3233-0036.

A picanha da Churrasqueira – fatiada em partes bem finas e servida na pedra quente, é uma tentação à qual devemos ceder. Rua Padre Café, 73, São Mateus, telefone (32) 3232-2113. Rua Dom Viçoso , 11, Alto dos Passos, telefone (32) 3218-0707

A tradição do restaurante Brasão – era ponto cativo do presidente Itamar Franco quando visitava sua terra. No melhor estilo clássico, com comida servida em baixelas e muita fartura, garçons atenciosos e preço honesto.

O Mercado Municipal da Bernardo Mascarenhas – frutas, hortaliças, carnes, cafés, doces e biscoitos produzidos artesanalmente são encontrados ali. Destaque para o belíssimo prédio que abriga o mercado, a antiga fábrica Bernardo Mascarenhas, que teria sido demolida caso minha tia Nívea Bracher, uma engajada nas causas culturais, não tivesse criado, à época, um movimento chamado “Mascarenhas, meu amor”, que mobilizou jovens contra a especulação imobiliária, preservando o conjunto arquitetônico no coração da cidade. Centro Cultural Bernardo Mascarenhas – Avenida Getúlio Vargas, 200, Centro. Aberto de segunda a sexta, das 8h às 19h30. Sábados, das 8h às 18h e domingos, das 8h às 12h.

As festas da colônia alemã no bairro Borboleta – Devido à industrialização e à construção de estrada e hidrelétricas, Juiz de Fora recebeu grande contingente de imigrantes alemães. A maior colônia se fixou no bairro Borboleta. Alegres e festivos, lá criaram cervejarias artesanais e mantém a tradição da festa alemã que acontece em setembro. Nas barraquinhas prova-se o melhor dos embutidos, doces e tortas, além de boas cervejas e outras iguarias germânicas.

Os mercadinhos de temperos dos imigrantes árabes – No final do século XIX e início do XX chegaram na cidade imigrantes sírios e libaneses. Além de lojas de tecidos, abriram mercadinhos vendendo temperos exóticos, grãos a granel, figos, doces e outras iguarias. Alguns resistem ao tempo e atraem pelo cheiro agridoce que exalam.

As massas do Osteria da Silvano – massas frescas e boa carta de vinhos. Rua Dom Viççoso 177, Alto dos Passos. Telefone: (32) 3215-4239

A famosa cigarrete – sabe aquele salgado enroladinho, recheado com queijo e presunto? Em Juiz de Fora se chama cigarrete e é frito com uma crosta crocante de queijo parmesão ralado. Boooooom!!!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Juiz de Fora-MG
Terra de Itamar Franco (Itamar Augusto Cautieiro Franco), Lair Ribeiro (Lair GeraldoTeodoro Ribeiro), Fernando Gabeira (Fernando Paulo Nagle Gabeira),Giovane Gávio (Giovane Farinazzo Gávio) Mácia Fu (Márcia Regina da Cunha), Léo Devanir (Leonardo Devanir de Paula), Scheila Carvalho (Scheila Carvalho Ladeira), Glauco Fassheber (Glauco Horta Fassheber), Francisco Barbosa (Francisco Barbosa de Souza Filho), Andrade (Jorge Luís Andrade da Silva). Murilo Mendes (Murilo Monteiro Mendes), Pedro Nava (Pedro da Silva Nava), Rubem Fonseca (José Rubem Fonseca), Rubens Furtado, Leda Nagle e Karla de Lucas.
Terra adotiva de Fernando Sérgio (Fernando Sérgio Grandinetti Pinto), Márcio Garcia (Márcio Garcia Machado), Belmiro Braga (Belmiro Ferreira Braga). João Lorêdo (João Luiz Rodrigues Lorêdo), Raul Longras, Affonso Romano de Sant’Anna, Eduardo Almeida Reis, Carlos Machado e Pedro Bis (Adenilson Pedro da Costa – o Nerso da Capitinga).
Fonte: http://www.carlosferreirajf.blogspot.com

Mariano Procópio

Você se esqueceu da Pastelaria Mexicana que é instalada em um caminhão, na esquina das Avenidas Itamar Franco com Rio Branco.

André Lustosa

Gostaria de lembrar que o primeiro médico pediatra de Juiz de Fora foi o Dr. Olavo Lustosa que com certeza deve ter cuidado do grandioso pintor Carlos Bracher na sua infância. Também gostaria de lembrar que um dos primeiros quadros que o Carlos Bracher pintou foi um auto retrato de minha mãe. Grande pintor, grande cidade e ótimo artigo. Parabéns!

Clayton Sousa

Obrigada André, pelo carinho. Juiz de Fora é terra de grandes homens e, com certeza, o Dr. Olavo Lustosa é um deles! Obrigada!!!

André Lustosa

Gostaria de lembrar que o primeiro médico pediatra de Juiz de Fora foi o Dr. Olavo Lustosa que com certeza deve ter cuidado do grandioso pintor Carlos Bracher na sua infância. Também gostaria de lembrar que um dos primeiros quadros que o Carlos Bracher pintou foi um auto retrato de minha mãe. Grande pintor, grande cidade e ótimo artigo. Parabéns!

Blima Bracher

Obrigada André, pelo carinho. Juiz de Fora é terra de grandes homens e, com certeza, o Dr. Olavo Lustosa é um deles! Obrigada!!!

Werther de Oliveira e Silva

Seu avô era o Dr. Waldemar Bracher ???

Mariano Procópio

Você se esqueceu da Pastelaria Mexicana que é instalada em um caminhão, na esquina das Avenidas Itamar Franco com Rio Branco.

Juiz de Fora-MG
Terra de Itamar Franco (Itamar Augusto Cautieiro Franco), Lair Ribeiro (Lair GeraldoTeodoro Ribeiro), Fernando Gabeira (Fernando Paulo Nagle Gabeira),Giovane Gávio (Giovane Farinazzo Gávio) Mácia Fu (Márcia Regina da Cunha), Léo Devanir (Leonardo Devanir de Paula), Scheila Carvalho (Scheila Carvalho Ladeira), Glauco Fassheber (Glauco Horta Fassheber), Francisco Barbosa (Francisco Barbosa de Souza Filho), Andrade (Jorge Luís Andrade da Silva). Murilo Mendes (Murilo Monteiro Mendes), Pedro Nava (Pedro da Silva Nava), Rubem Fonseca (José Rubem Fonseca), Rubens Furtado, Leda Nagle e Karla de Lucas.
Terra adotiva de Fernando Sérgio (Fernando Sérgio Grandinetti Pinto), Márcio Garcia (Márcio Garcia Machado), Belmiro Braga (Belmiro Ferreira Braga). João Lorêdo (João Luiz Rodrigues Lorêdo), Raul Longras, Affonso Romano de Sant’Anna, Eduardo Almeida Reis, Carlos Machado e Pedro Bis (Adenilson Pedro da Costa – o Nerso da Capitinga).
Fonte: http://www.carlosferreirajf.blogspot.com

Werther de Oliveira e Silva

Faltou o ¨coquinho do Gaudencio¨, no Alto dos Passos. Um destilado curtido e servido dentro de um côco seco, misturado à sua agua. Não sei se existe ainda, mas era a melhor tradição de fim de tarde nos anos 60 incio dos 70.