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Dez razões para conhecer Bruxelas

Bruxelas é o paraíso pra quem gosta de comer bem, beber boas cervejas, se deliciar com chocolates e se embevecer com uma arquitetura deslumbrante, onde quer que você olhe. Há 1h20 de Paris; e 1h50 de Amsterdam, Bruxelas pode ser degustada em apenas um ou dois dias, com preços accessíveis e bom custo benefício. Fotos: Blima Bracher.

1)Gran Place- fique hospedado perto desta, que é, sem dúvidas, uma das praças mais belas do mundo. Os prédios medievais pertenciam às corporações de ofícios, com estátuas indicando quem ali aprendia seu trabalho: músicos, entalhadores, ourives, etc. É nela que está a Casa do Rei, em estilo neogótico e a Câmara Municipal (1402-1459). É um delírio em 360 graus de deixar qualquer um louco com tanta beleza e requinte.

2) Chocolates – Terra de chocolates e doces incríveis, além dos gaufres ( waffles), nas lojas é possível acompanhar o trabalho dos maitres chocolatiers e suas deliciosas criações. O cheiro é inebriante e o chiquérrimo Godiva é de lá, além dos famosos Nehuaus, Galler e Leônidas. A história dos waffles belgas remonta à Idade Média, e eles podem ser encontrados em qualquer lojinha, muito bem confeitados e incrementados.

3)A cerveja é para os belgas quase que uma religião. Aliás, sua origem esta ligadas aos mosteiros. As verdadeiras trappistas, que eram produzidas nas antigas abadias, só podem receber essa denominação se provenientes de antigas abadias de lá (seis na Bélgica) ou do mosteiro holandês, o La Trappe. Trapistas são monges de uma ordem derivada dos Beneditinos. Os mosteiros belgas produtores das famosas trappistas são: Orval, Chimay, Achel, Rochefort, Westmalle, Westvleteren, esse último o mais místico de todos já que as suas cervejas só podem ser consumidas nas dependências do mosteiro. É comum a relação entre os estilos e informações não estarem corretas. Há quem acredite que Dubbel, Tripel e Quadrupel são cervejas que fermentaram, respectivamente duas, três ou quatro vezes; há também os que acreditam ser uma graduação da qualidade, sendo que as cervejas comuns ficavam em tinas na porta dos mostqiros pra matar a sede dos peregrinos, a Dubbel seria para os fiéis constantes, a Triple serviria os monges menos experientes e a Quadrupel seria privilégio apenas dos monges que eram beers sommeliers. A Bélgica produz uma grande variedade de cervejas, e em Bruxelas encontra-se o Delirium Café, com 2.400 tipos de cervejas , sendo a maior carta de brejas do mundo (Guinness Book). É também o berço da Stella Artois.

4) Museu da cerveja- fica no coração da Grand Place e conta a história dos primórdios da produção pelos religiosos.

5) Os famosos cones de batatas fritas são famosos por serem crocantes por fora e macios por dentro.

6) As elegantes galerias medievais, repleta de lojas que funcionam como shoppings.

7) O Manneken Pis, que apesar de minúsculo, está sempre cercado de gente querendo uma selfie com o chafariz do garotinho urinando.

8) Museus- Pra quem quer um passeio mais cultural, Bruxelas oferece uma quantidade imensa de museus dos mais variados temas: história belga, belas artes, transportes, história militar, ciências naturais, instrumentos musicais, letras e manuscritos, cinema, histórias em quadrinhos, Art Nouveau…

9) Quadrinhos e Art Nouveau- Bruxelas também é conhecida como a capital dos quadrinhos. Leia-se Tintin e Smurfs, que são criações locais. Não bastasse ser a cidade dos quadrinhos, Bruxelas também é a cidade do Art Nouveau! Isso porque o estilo originou-se em Bruxelas, lá pelos anos 1890, graças ao trabalho pioneiro de Victor Horta e Paul Hankar, principalmente.

10) Os restaurantes e bares da Grand Place- depois de conhecer tudo, dê-se ao direito de ver o entardecer num dos bares da Grand Place. Vale tomar um porre de trapistas, afinal, são cervejas abençoadas. Rsrsrs

Blima Bracher

Blima Bracher é jornalista, formada pela UFMG e Engenheira Civil. Trabalhou doze anos em TV como repórter e apresentadora na Globo e Band Minas. Foi Editora da Revista Encontro e Encontro Gastrô. Escritora, cineasta e cronista premiada.

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