Crônica, por Blima Bracher: O seu caber no mundo. Cada um cabe no mundo do seu jeito. Pode ser pequeno, acanhado. Mas não se engane, Companheiro: caber pequeno, não é pros fracos. É caber no sapatinho, miudinho, sem sobrar. Se é esse o seu caber , saiba ser tudo em apenas quatro letras. Mas seja inteiro e exato, nunca chato. E não olhe pro vizinho ao lado: esfarfalhado, aparecido, exibido. Ele quer holofotes, ora bolas. Então que ganhe seus aplausos fortes e espalhe seu caber no mundo. Sem, porém nunca se esparramar além da conta. Conta? Que conta? Não existe conta. Cada um dá conta daquilo que é da própria conta. E estamos combinados. No final se passa a régua e ninguém quer dar quinhão daquilo que não lhe cabe. Esses são da malandragem. Espicham daqui e dali, querendo um cadim de cada caber. Cada um que tome conta do seu caber, porque caber demais aperta o vizinho e caber de menos aperta o coração. Seja a medida exata, mesmo que sua medida extrapole as outras medidas. Medidas certas são desmedidas e, por isso mesmo, tão perfeitas na sua imperfeição. Você é imperfeito, mas pode ser impecável .
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