Em Ouro Preto

Relíquia de Santa Efigênia restaurada em Ouro Preto

Desde 2012 deteriorada, a Cruz do acrotério do frontispício da Matriz de Santa Efigênia foi enfim restaurada com a colocação da potência, uma que peça faltava para a composição completa da cruz.

O prefeito Angelo Oswaldo aproveitou a visita para tomar outras providências. “Estamos verificando todos os detalhes para a expansão do cemitério de Santa Efigênia com apoio da Irmandade. Já existe o terreno, o projeto foi apresentado e aprovado pelo IPHAN e vamos nos empenhar para a conclusão desse licenciamento. Nós estaremos unidos para alcançar esses objetivos que são muito importantes”.

Também foi discutida a implantação de uma praça lateral que servirá de estacionamento e mirante para todos os visitantes. “Um dos mais belos templos do barroco mineiro, que é a Igreja de Santa Efigênia, e uma das vistas mais bonitas de Ouro Preto, pois daqui do bairro Alto da Cruz podemos contemplar praticamente toda a cidade”, ressalta Angelo Oswaldo.

Edniz Reis, o canteiro que esculpiu a potência conta um pouco do processo de restauro. “De início fizemos o molde, forma, definição de cor, qual a característica da pedra sabão. Então, buscamos o material em Santa Rita e todo esse processo demorou cerca de 20 dias para ser finalizado. Foi um trabalho simples, pequeno, mas difícil pelo acesso à cruz”.

Margareth Monteiro, secretária de Cultura e Patrimônio, ressalta a importância de preservar os monumentos da cidade. “Uma das grandes preocupações da atual gestão é trabalhar as questões macro e micro da cidade, por isso, ao identificar a falta da potência, contratamos imediatamente o Edniz para esculpir e reestabelecer a cruz na sua integridade”.

Outra questão abordada por Margareth foi a necessidade de cuidado com o patrimônio de Ouro Preto. “Na oportunidade, conversamos sobre pequenos reparos a serem feitos, como a manutenção do sino, uma coroa que o prefeito encomendou para a imagem do Frontispício roubada há uns anos. Ficamos cientes de um roubo, na noite anterior, de material elétrico e peço que a comunidade cuide do seu patrimônio, sejam os guardiões de toda a cidade, para que as gerações futuras tenham o privilégio de conhecer esses monumentos, esses templos religiosos tão preservados desde a sua inauguração”.

Foto: Neno Vianna

@blimabracher
Blima Bracher

Blima Bracher é jornalista, formada pela UFMG e Engenheira Civil. Trabalhou doze anos em TV como repórter e apresentadora na Globo e Band Minas. Foi Editora da Revista Encontro e Encontro Gastrô. Escritora, cineasta e cronista premiada.

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