Blima Bracher

Ouro Preto pede “mineração compatível” à Samarco

Representantes do poder público, do distrito de Antônio Pereira e da sede, participaram do evento e fizeram suas considerações (aqueles que foram inscritos para falar), deixando registradas suas insatisfações referentes ao conteúdo do projeto. Os manifestantes expuseram os diferentes impactos provocados pela mineradora que têm refletido tanto em suas vidas.

“Não estamos fazendo panfletagem, estamos determinadamente buscando os direitos do Município de Ouro Preto, especialmente, do distrito de Antônio Pereira, que é o chão da Samarco”, destacou o prefeito Angelo Oswaldo. Ele ainda acrescentou que está lutando há anos por uma mineração compatível, e que, por parte da Prefeitura, a empresa poderá ter o licenciamento depois de cumpridas várias obrigações.

O secretário de Meio Ambiente, Chiquinho de Assis, também reforçou que o licenciamento só será possível se forem tomadas algumas providências: “Viemos aqui dizer que, sem a assinatura do Município, sem a certidão de regularidade e sem licenciamento social, esse processo não anda”, disse o secretário, lembrando que foram identificadas uma série de irregularidades em relação a Ouro Preto.

Na Audiência, foram apresentados estudos que indicam a viabilidade do projeto para continuidade das operações, realizados pela empresa BRANDT de Meio Ambiente, sobre os impactos ambientais e dos programas para minimizá-los.

Também participaram o chefe de Gabinete, Zaqueu Astoni, o secretário de Defesa Social, Juscelino Gonçalves, o presidente da Câmara Municipal, Zé do Binga, os vereadores Vander Leitoa, Júlio Gori e Kuruzu, além de representantes da sociedade civil.

Texto: Vanência Magela / Revisão: Victor Stutz/ imagem: Neno Vianna

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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