Blima Bracher

Jardim das Esculturas no Palácio das Artes

Obra de Giovane Fantauzzi doada pela Gerdau marca abertura do novo espaço cultural no Circuito Liberdade
O Palácio da Liberdade terá mais um atrativo cultural e artístico. Nesta quarta-feira (17), foi inaugurado ali o Jardim das Esculturas, novo projeto realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS). A abertura dessa iniciativa aconteceu com a chegada da obra do escultor Giovani Fantauzzi doada pela Gerdau ao espaço do Circuito Liberdade.
O Jardim das Esculturas visa ampliar o acesso às artes visuais, com a exibição de diversos trabalhos, a partir de curadoria da FCS. O secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ressaltou que essa ação consolida o Palácio da Liberdade como centro cultural. “O Palácio da Liberdade está se transformando, seja por meio dos vários encontros realizados, seja por meio das exposições e feiras ao ar livre que aqui acontecem. Há quase seis meses, os portões estão abertos à população, transformando os jardins do Palácio numa continuação da Praça da Liberdade, como era previsto no projeto original desse espaço.  É, portanto, muito bonito e simbólico tornar esse Palácio e seus jardins ainda mais abertos para a arte”, reforçou Oliveira.
Produzida em aço inoxidável, a obra de Giovani Fantauzzi possui cinco metros de altura e é concebida a partir de tubos de aço que brotam do chão, desenhando o espaço, geometricamente, e formando um conjunto de simetria perfeita. Ela pesa mais de duas toneladas, e foi selecionada no edital Arte em Aço, lançado em 2021 em comemoração aos 120 anos da Gerdau, a partir de recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Leic).
Entusiasmado com a instalação da escultura nos jardins do Palácio da Liberdade, Fantauzzi celebrou a oportunidade de seu trabalho ser visto, a partir de agora, pelos visitantes do centro cultural. “Eu só tenho a agradecer à Gerdau, por ter criado esse edital, e doado ao Governo de Minas. Agradeço também ao Palácio da Liberdade e ao secretário Leônidas Oliveira por terem acolhido o meu trabalho. Eu acho que sou um privilegiado por ter a minha escultura aqui nesse espaço que tem 126 anos”, comemorou o artista.
O trabalho de Fantauzzi poderá ser apreciado agora ao lado de outras obras expressivas da arte mineira, como uma escultura de Amilcar de Castro e outra de Marco Aurélio Guimarães, intitulada, “A Banhista”, a qual foi doada recentemente para o acervo do Palácio da Liberdade.
A obra de Fantauzzi também contará com um programa educativo voltado para crianças e jovens da rede pública de ensino, que serão convidados a visitar e interagir com a escultura e com o artista. Estão previstas atividades com a presença de tradutor em libras, o que tornará o trabalho acessível para as pessoas com deficiência.
O Diretor Executivo da Gerdau, Wendel Gomes, ressaltou o sucesso do edital que contemplou a obra de Fantauzzi e a felicidade de poder comemorar os 120 anos da Gerdau com a instalação desse trabalho no Palácio da Liberdade. “Nós recebemos 98 aplicações que deram muito trabalho para a comissão definir os vencedores”, contou. “Nem nos nossos dias mais ambiciosos, imaginávamos contribuir com uma escultura no Palácio da Liberdade. Estamos muito felizes, especialmente, porque também, celebramos 10 anos de parceria com o Governo de Estado, sendo mantenedores do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, no Circuito Liberdade”, completou Gomes.
Giovani Fantauzzi
Há mais de 30 anos, Giovani Fantauzzi se dedica a criar obras em versões únicas, desde que entrou na Escola Guignard, tendo como mestres o próprio Alberto da Veiga Guignard, Franz Weissmann, José Amâncio de Carvalho e Amilcar de Castro.

Uma característica marcante do escultor é trabalhar exclusivamente com aço oxidado, priorizando esculturas de médio e grande porte. O escopo do seu cotidiano artístico compreende desde a concepção de uma ideia, passando pelo desenho do projeto, cálculo para produção, até a execução e montagem. Além da habilidade com todas as etapas para a produção de uma obra, Fantauzzi também foi professor na Escola Guignard.

Foto: Leo Bicalho

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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