O anjo da sacada - Blima Bracher
Blima Bracher

O anjo da sacada

Crônica, por Blima Bracher: Ouro Preto amanheceu mais pobre. Enquanto uns lutam para encher cofres de cobres, @eduardo_tropia enchia os corações de alegrias, com sua forte atuação cultural e artística em Ouro Preto. Rico em criatividade, sagaz, era a pessoa certa na hora certa. Sua câmera tirava da paisagem todo o supérfluo e enquadrava o que interessava: o belo, a denúncia, a história, o profano e o barroco, o santo e o pecador, o homem e suas sutilezas. Morreu como queria. Num tempo de Carnaval, como Vadinho de Dona Flor. Idealizador da Janela Elétrica, da Casa Alphonsus, do Coletivo Olho de Vidro, sabia como ninguém desnudar a velha Ouro Preto com suas lendas e festas. Um recorte no tempo e espaço de um genial irrequieto e querido Eduardo Tropia. Va ser anjo no céu e pouse , vez ou outra, na varanda onde registrou o mundo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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