Quebrando a banca em Las Vegas nos Estados Unidos - Blima Bracher
Blima Bracher

Quebrando a banca em Las Vegas nos Estados Unidos

Sim, sou da geração que pegava filmes americanos em locadoras, escutávamos rock em vinil, andávamos com a cruz gótica no peito e faziamos intercâmbio de estudos nos Estados Unidos. Já vou avisando, andar comigo sempre dá frio na barriga , pois mais tarde, já no jornalismo de rua era chamafa de Blima Camburão. De tranquilos meus plantões rendiam altas matérias de rede nacional nas chamadas policiais. Nos estados Unidos ficamos na casa de um amigo muito rico de papai. Ele deu cartão sem limites pra governanta e pediu que ela nos levasse para conhecer a Califórnia. O primeiro episodio foi um terremoto . Eu acordei a noite com o espelho tremendo como em filmes de terror. Fomos pro bunker da casa e lá tinham mochilas com kits de sobrevivência. Eu e Larissa não precisamos usar. Logo o terremoto passou e sentíamos os after choques andando nas ruas. Colares que se nexiam em vitrines, etc. A Wasty, governanta, cismou de nos levar a Las Vegas. O problema é que eu já tinha 21 e podia frequentar cassinos. A Larissa não. Então maquiamos a Lala bem carregada e colocamos meias dentro dos sutians. Batata: ela passou batido e me pediram o id. E eu tinha. Então entramos. A primeira máquina engoliu meu dinheiro. Então chamei o crupier e reclamei com ele. Aí ele me levou pra um setor de máquinas bem bobinhas. Um indiozinho, um cooo e um papagaio. Mas era jogar e o dinheiro descer. Era tanta moeda caindo que alguns curiosos se juntaram pra ver. Saimos de lá com os bolsos cheios e voltamos ao Brasil com a mala cheia de presentes. E na primeira classe. Nosso dinheiro dobrou e eu comprei umas 8 bolsas da Guess, que estava liquidando e juntas eram o preço de uma no free shop. Será que daí começou minha paixão por bolsas?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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